Como funciona a Clara
A Clara não é uma caixa preta. Cada busca segue uma sequência documentada e auditável: detecção de domínio, roteamento para bases especializadas, ranking por qualidade metodológica e síntese gerada por IA com citações verificáveis. Esta página explica cada etapa.
As três etapas de cada busca
Detecção de domínio
A Clara analisa os termos da sua busca e identifica o domínio acadêmico: saúde, educação, astronomia, ciências sociais, economia, direito, humanidades, psicologia ou multidisciplinar. Queries com baixa confiança de domínio ativam todas as fontes.
Roteamento inteligente
Com base no domínio detectado, a Clara ativa as bases mais relevantes. PubMed e Cochrane para saúde. ERIC para educação. NASA ADS para astronomia. PhilPapers para filosofia. OpenAlex e Semantic Scholar são sempre consultados. As 18 APIs são chamadas em paralelo.
Ranking e síntese
Os resultados são deduplicados e ranqueados pelo ICM. Os primeiros 25 têm títulos traduzidos para português via DeepL. O top-50 alimenta a síntese gerada por IA (Groq/Gemini) com citações numeradas e verificáveis por DOI.
O ICM: Índice de Confiança Metodológica
O ICM é uma pontuação de 0 a 100 calculada automaticamente para cada artigo com base em cinco dimensões. Ele não avalia se o artigo é verdadeiro ou relevante para você — avalia a robustez do design metodológico e a confiabilidade da fonte.
O ICM é ajustado por domínio: em humanidades, ciências sociais e astronomia, estudos observacionais não são penalizados, pois são o padrão metodológico dessas áreas. Em saúde e medicina, a hierarquia de evidências é mais estrita.
Dimensões do ICM
- Design metodológico (25%): meta-análise vale mais que preprint. Ajustado por domínio.
- Fonte e indexação (22%): PubMed, Cochrane e DOAJ têm peso maior que repositórios sem curadoria.
- Recência (18%): artigos de 2023 em diante têm vantagem. Artigos antigos podem ser clássicos (não são penalizados por isso).
- Impacto por ano (15%): citações divididas pelos anos desde publicação. Um paper de 2024 com 30 citações é mais impactante que um de 2010 com as mesmas 30.
- Revisão por pares (12%): fontes como PubMed, Cochrane, DOAJ e SciELO recebem boost de +8 pontos.
Como Interpretar o ICM
⚠️ O que o ICM NÃO é:
- ❌ Não é uma garantia de que o estudo está correto ou livre de erros
- ❌ Não avalia a relevância do estudo para sua pesquisa específica
- ❌ Não substitui a leitura crítica do artigo completo
- ❌ Não é um "selo de aprovação" final — é uma triagem inicial
- ❌ Não avalia se o achado está correto — apenas a robustez do método
✓ O que o ICM É:
- ✓ Uma estimativa automática da robustez metodológica do estudo
- ✓ Um filtro inicial para priorizar quais artigos ler primeiro
- ✓ Um indicador de qualidade do design do estudo e da evidência
- ✓ Uma ferramenta de triagem, não de decisão final sobre citar ou não
- ✓ Ajustado por área de conhecimento (humanas ≠ saúde ≠ exatas)
Exemplos Práticos de Interpretação
ICM 88 (Meta-análise Cochrane)
Qualidade metodológica alta, mas isso não significa que o resultado se aplica automaticamente ao seu contexto, não há viés de publicação, ou a população do estudo é igual à sua.
Você deve: Verificar se a pergunta da meta-análise é igual à sua, checar a heterogeneidade dos estudos incluídos, e ler as limitações declaradas pelos autores.
ICM 65 (Estudo observacional de coorte)
Qualidade moderada, o que significa que o design não permite estabelecer causalidade forte (correlação ≠ causação), pode haver confundidores não controlados, mas ainda assim pode ser o melhor tipo de evidência disponível no campo.
Você deve: Verificar se os autores controlaram confundidores relevantes, checar o tamanho amostral, e considerar se há estudos experimentais sobre o tema.
ICM 45 (Preprint não revisado)
Limitações metodológicas, mas atenção: em física/matemática, arXiv é padrão-ouro — muitos prêmios Nobel vêm de lá. Pode ser inovador e relevante, mesmo sem revisão formal ainda.
Você deve: Checar se já foi publicado em periódico revisado, verificar a reputação dos autores e instituição, e ler com cautela crítica redobrada.
📖 Regra de Ouro
SEMPRE leia o artigo original completo antes de citar.
O ICM é um ponto de partida para priorizar sua leitura, não o ponto final da sua avaliação crítica. Um ICM 90 não garante que o estudo está correto, e um ICM 50 não significa que é inútil — ambos merecem sua análise crítica como pesquisador.
A síntese gerada por IA
Após o ranking, os artigos mais relevantes alimentam um modelo de linguagem (Groq/Llama ou Google Gemini como fallback) que gera a síntese em português. Cada afirmação da síntese vem com citação numérica [N] vinculada ao artigo específico.
O que a síntese não faz
A síntese é auxiliar interpretativo, não conclusão definitiva. Ela não substitui a leitura dos artigos originais, não avalia conflito de interesses com profundidade e não detecta retratações. Verifique sempre o DOI antes de citar.
Tradução automática
Artigos em inglês têm seus títulos e abstracts traduzidos para português via DeepL (ou Google AI como fallback). A tradução é sinalizada com o badge "Traduzido por IA". Artigos em português passam diretamente para o ranking sem tradução.
Exportação e compatibilidade
Cada artigo pode ser exportado em ABNT, APA e BibTeX com um clique. O formato .ris permite importação direta no Zotero e no Mendeley, adicionando o artigo à sua biblioteca com todos os metadados preenchidos automaticamente.
Ver na prática
Digite um tema de pesquisa e observe as etapas acontecendo: detecção de domínio, bases ativadas e ranking por ICM.
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